Tendências de Marketing Digital para 2019 (Parte 1)

     Quando se trata de marketing digital, acho que todos já superamos o estado de negação e sabemos a importância que isso tem para os negócios hoje, se você ainda não superou, este texto trará alguns bons motivos para virar a página, sair da discussão e colocar a mão na massa, ou nos teclados mais precisamente.

As empresas, negócios e corporações estão em estágios diferentes quando se trata do marketing digital, em uma escala de 1 a 10, facilmente temos situações que vão de 0 a 11. É importante estar a frente na adoção de algumas tendências, e mesmo que não seja aplicável agora, dados os diferentes momentos e investimentos feitos na área do marketing, ao menos precisamos saber. E ao longo dessa longa jornada da vida (ou do marketing para T.I.), pude conhecer e observar algumas destas tendências ou “verdades” momentâneas. Veremos o que se aplica em Martech para o próximo ano.

  • Chatbots vieram para ficar, aceite isso.
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    Foto por Roman Pohorecki em Pexels.com

    Verdade seja dita, chatbots ajudam as marcas a melhorar o atendimento ao cliente, ao mesmo tempo em que podem até controlar orçamentos. Geralmente são mais rápidos que um humano ao executar funções em que devem fornecer algum tipo de resposta relacionada a dados e processamento de solicitações (são configurados para isso, é fato, o que não anula sua importância, ao contrário, apenas a reforça). São projetados para ter personalidade e até humor com a capacidade de oferecer atendimento ao cliente em necessidade, a qualquer hora.

    Esses “robozinhos” podem (e devem) ser integrados a um site, aplicativo e até mesmo as plataformas de mídias sociais que permitem isso. Além de atender, eles coletam informações do usuário que podem ser usadas para melhorar as estratégias de marketing futuras.

    De acordo com a Grand View Research, o mercado global de chatbot está atingindo US$ 1,25 bilhões com taxa de crescimento de 24% ao ano. E a pesquisa aponta que 45% dos usuários finais preferem usá-los como um primeiro atendimento (que com sorte será o final). Com a franca expansão deste nicho, estima-se que, nos próximos cinco anos, até 80% das comunicações com clientes sejam realizadas por meio de chatbots. Acesse a pesquisa completa para se inteirar um pouco mais sobre os dados.

    Você deve se estar pensando, “ok, mas e no B2B com todas aquelas operações gigantescas?”. Bom, business as usual, é uma tendência, é configurável e pode ir a diferentes níveis de interação, é importante que as empresas entendam como elas podem integrar essa ferramenta em sua estratégia. Desde um simples assistente pesosal de atendimento ao cliente até mesmo uma maneira de promover ofertas. Agora é a hora de colocar a tecnologia, sobre a qual tanto falamos, em prática de fato. E tudo isso retroalimentado por inteligência artificial.

  • Inteligência Artificial e Machine Learning, as temidas
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Foto por Matan Segev em Pexels.com

Machine learning e inteligência artificial trazem uma análise de dados cada vez mais eficiente, tornando mais fácil para nós, os profissionais de marketing, oferecermos uma personalização aos clientes das nossas marcas, incluindo a personalização da famigerada jornada do consumidor e da oferta de conteúdos para que eles possam “trilhar” um caminho melhor e de acordo com seus interesses.

Em termos práticos, nós devemos analisar a aplicabilidade da IA para entender o conteúdo, desde notícias, material de marketing, documentos técnicos (vamos chamar os amiguinhos de produto para conversar), manuais de suporte e serviços e tudo o mais que o potencial cliente, ou aquele que já cliente, está consumindo, e em quais canais isso ocorre. Isso ajuda a construir uma experiência personalizada e coesa, evitando erros muito comuns como a duplicidade de um dado em diferentes bases target. Mais para frente exploraremos muito mais esse universo, falaremos de remarketing e todas as estratégias a isso atreladas.

Já é 2019, vamos começar a colocar a teoria em prática, como, configurar seu CRM para uma pontuação preditiva de leads, implantar campanhas baseadas em gatilhos a partir de interações além de investir em um conteúdo dinâmico que atenda as diferentes etapas da jornada de um usuário. Tudo se resume a personalização. De forma escalável, machine learning e IA, usando seus algoritmos, criam experiências diferentes para grupos de pessoas diferentes, enquanto o profissional de marketing pensa e executa experiências que sejam únicas para indivíduos.

Isso é perfeitamente aplicável para a área de marketing seja no B2C, B2B, B2H, (adoramos uma sigla by the way), ao invés de fornecer ao sistema várias regras a seguir, o machine learning pode ser programado para aprender tudo o que puder sobre uma pessoa e selecionar a experiência mais provável. E para que a personalização seja mais eficaz, nós de marketing devemos pensar e criar as estratégias e ativações que informam ao sistema que tipos de informações devem ser considerados para criar a experiência digital de alguém (tchram, você descobre que não perderá o emprego para um sistema). Uma estratégia de personalização parte da seleção de um ou mais algoritmos base já pré-programados. Esses algoritmos podem ser simples, como exibir itens com tendências ou algo publicado recentemente, ou podem ser mais avançados, como filtragem colaborativa, entre outras coisas.

Aliando isso aos uso de chatbots, que é a inteligência artificial em si nesse caso, o machine learning pode fazer isso e muito mais. Imagine as possibilidades!

Ok, e você deve pode estar pensando, não tenho e não vejo perspectiva de investimento nisso em curto prazo, o que fazer?

     Terceirizar em um primeiro momento, haverá quem possa prestar o serviço para sua empresa, dentro dos termos e políticas internos até da regulação GDPR caso seja necessário. Já nos bastidores, buscar capacitar sua equipe para mostrar aos líderes das áreas de negócios a aplicabilidade e o retorno. Lembra do ROI no texto anterior? Então, só uma equipe capacitada consegue defender um projeto deste porte internamente, haverá o investimento, mas virá o retorno em números, além da certeza do melhor uso dos recursos, e principalmente, diminuirá a carga de trabalho das equipes de vendas, que poderão focar no relacionamento que te deixarão em paz o que livrará de alguns eventos e patrocínios poupando seu budget para estratégias digitais. 😉

Existem mais algumas tendências a explorar e falaremos mais sobre isso no próximo texto.

Cheers 🙂

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